Concorrente clicando no meu anúncio: o Google cobra?
Quando identifica, o Google não cobra o clique do concorrente. Ele chama de clique inválido todo clique que não vem de interesse real, e isso inclui o clique feito para aumentar os seus custos, além do clique de robôs e do clique acidental. O Google tenta tirar esses cliques dos relatórios e da cobrança automaticamente, e você pode ver quantos foram filtrados na coluna "Cliques inválidos" da campanha (Cliques inválidos: definição). O que o Google só descobre depois de fechar a fatura volta como crédito na conta do Google Ads, e não como reembolso em dinheiro.
Para quem investe pouco, vale olhar antes para outro lugar. Segundo o Google, na maioria dos casos um pico de cliques tem outra causa, como mudança no orçamento, palavra-chave genérica ou época do ano (Sobre tráfego inválido). Antes de procurar o concorrente, procure a busca de quem nunca seria cliente: vaga de emprego, curso, "como fazer sozinho". Abaixo estão o que o Google conta como clique inválido, onde conferir na sua conta, quando pedir uma investigação, por que bloquear o endereço do concorrente resolve pouco e um roteiro de 15 minutos para descobrir se é concorrente ou não.
O que o Google chama de clique inválido?
É o clique que não vem de interesse genuíno de quem pesquisa. A definição do Google inclui a atividade fraudulenta de propósito, o clique acidental e o clique duplicado, e dá três exemplos: o clique manual feito para aumentar os custos de alguém, o clique de ferramentas automáticas e robôs, e o clique sem valor, como o segundo clique de um clique duplo. Para esses, diz a página, nenhuma cobrança é feita.
O concorrente está na lista com todas as letras. Na página em que explica a qualidade do tráfego dos anúncios, o Google cita o clique fraudulento de anunciantes concorrentes como um dos exemplos de tráfego inválido (Ad Traffic Quality, em inglês). E, na página sobre tráfego inválido, ele inclui um caso que pouca gente imagina: visualizações (o Google Ads chama de impressões) feitas de propósito para baixar a taxa de cliques de um anunciante, isto é, alguém pesquisando o seu anúncio sem clicar para que ele pareça pouco interessante.
| Tipo | Exemplo | O Google cobra? |
|---|---|---|
| Clique para aumentar os seus custos | alguém clicando no seu anúncio sem intenção de comprar | não, quando identifica |
| Robô ou programa automático | programa que clica em anúncios em série | não, quando identifica |
| Clique acidental ou duplicado | o segundo clique de um clique duplo | não |
| Visualização para baixar a sua taxa de cliques | alguém pesquisando o seu anúncio muitas vezes, sem clicar | é tráfego inválido para o Google |
| Muitos cliques na mesma visualização | a pessoa clica no título e em vários links do anúncio | o Google diz que não cobra mais de dois cliques por visualização |
A última linha está na página de problemas com cliques (Problemas com cliques e com a taxa de cliques): o Google não cobra mais do que dois cliques em cada visualização do anúncio. Clicar dez vezes seguidas no mesmo anúncio, sem pesquisar de novo, não vira dez cobranças.
O Google cobra o clique do concorrente?
Quando identifica o clique como inválido, não. O que muda é o momento em que ele descobre, e isso decide como o dinheiro aparece na sua conta. Pela página de tráfego inválido do Google:
- Na hora: os filtros automáticos tiram o clique da conta antes da cobrança. Ele aparece só na coluna "Cliques inválidos".
- Depois, mas antes de fechar a fatura: o Google ajusta o uso nos relatórios e a cobrança, e esse tráfego não é cobrado.
- Depois de fechar a fatura: o Google dá um crédito chamado "Atividade inválida", que aparece como valor negativo nas faturas seguintes e no histórico de transações.
A frase do Google é direta: você não recebe reembolso por tráfego inválido; recebe ajuste ou crédito. O dinheiro do clique inválido volta como crédito na conta do Google Ads, e não como dinheiro na sua conta do banco. Na prática, é um valor descontado do que você ainda vai pagar ao Google.
O Google diz usar mais de 200 filtros para barrar a grande maioria do tráfego inválido na hora ou logo depois, e admite que alguns padrões suspeitos levam até várias semanas para serem reconhecidos. Quando é apropriado e possível, diz ele, o crédito cobre também o mês anterior, e não só o mês em que o problema foi achado (How we prevent it, Ad Traffic Quality, em inglês).
Onde ver o crédito: no menu Faturamento, abra Resumo. No card de cada mês, o menu Ajustes mostra os créditos com o nome "Atividade inválida". Para ver o crédito separado por campanha, há o relatório de crédito por atividade inválida, no Editor de relatórios, que mostra os cliques creditados, o valor creditado e o custo já descontado, para campanhas de pesquisa e Performance Max (Sobre o relatório de crédito por atividade inválida).
Uma conta para ter noção, com números de exemplo. Uma campanha que gastou R$ 900 no mês com clique médio de R$ 2,50 teve 360 cliques cobrados. Se a coluna mostra 18 cliques inválidos no mesmo período, eles não estão entre os 360: foram tirados antes, e os cerca de R$ 45 que custariam, pelo clique médio, nunca foram cobrados.
Onde vejo os cliques inválidos da minha campanha?
Numa coluna que o Google Ads não mostra de saída. Para ligar:
- Na página Campanhas, clique no ícone Colunas, acima da tabela.
- Clique no ícone de pesquisa ao lado de "Modificar colunas de campanhas".
- Pesquise "Cliques inválidos", marque a coluna e clique em Aplicar.
O número que aparece é o de cliques que o Google já identificou e não cobrou. Segundo a própria ajuda, ver dados nessa coluna é a prova de que a proteção está funcionando, e não de que você está sendo roubado. A mesma página faz um alerta útil para quem pensa em pagar uma ferramenta de fora: ela pode apontar como fraude endereços repetidos ou robôs que o Google já tirou da sua cobrança.
Dois detalhes da mesma página. As análises automáticas cobrem o tráfego dos últimos 60 dias. E, em casos raros, o clique é considerado inválido e retirado, mas a conversão que ele gerou pode continuar contada, e aí a campanha pode mostrar mais conversões do que cliques.
Como saber em 15 minutos se é o concorrente mesmo?
Olhando o padrão dos cliques, e não a desconfiança. Em agosto de 2024, no fórum oficial do Google Ads em português, um anunciante contou suspeitar do concorrente porque via vários cliques na mesma hora, até o anúncio deixar de aparecer; quatro pessoas marcaram que tinham a mesma dúvida, e a pergunta ficou sem resposta (Comunidade do Google Ads, agosto de 2024). Um anúncio que some depois de uma rajada de cliques pode ser só a verba do dia que acabou, e o guia de por que o anúncio não aparece explica esse limite.
Imagine um corretor de imóveis de Ribeirão Preto que investe R$ 30 por dia e desconfia da imobiliária do mesmo bairro, que anuncia para as mesmas buscas. Numa terça-feira, a campanha teve 12 cliques até as 10h e nenhum contato. Antes de acusar alguém, ele pode fazer este roteiro no Google Ads:
- Cliques inválidos (2 minutos). Ligue a coluna e escolha o período da suspeita. Se ela subiu exatamente nos dias estranhos, o Google já pegou parte dos cliques e não cobrou.
- Hora do dia (3 minutos). Na tabela de campanhas, clique no ícone de segmentos, escolha Hora e depois Hora do dia, e faça o mesmo com Dia da semana (Usar segmentos nas tabelas). Compare os cliques com os contatos de cada hora. Para isso, a campanha precisa contar os contatos, e o guia de o que é conversão no Google Ads mostra como.
- De onde vieram (3 minutos). Em Campanhas, abra Insights e relatórios, depois Onde e quando seus anúncios foram mostrados, e clique em Locais correspondentes (Ver os Relatórios de locais e distância). Cliques de outras cidades ou de outros países apontam primeiro para a opção de local da campanha, e não para fraude.
- Que buscas trouxeram os cliques (4 minutos). Em Insights e relatórios, abra Termos de pesquisa. Se os 12 cliques vieram de "imobiliária em Ribeirão Preto" e "apartamento à venda zona sul", são buscas de quem procura imóvel. Se vieram de "vaga de corretor" ou "curso de corretor de imóveis", o problema é a busca, e não o concorrente.
- Aparelho e rede (2 minutos). Nos segmentos, escolha Dispositivo e depois Rede (com parceiros de pesquisa). Rajada só no computador, sempre no mesmo horário comercial, é diferente de cliques de celular espalhados pelo dia. E, se a campanha aparece também nos parceiros de pesquisa (outros sites de busca), veja se os cliques estranhos vêm de lá.
- Registros do site (1 minuto para pedir). Peça a quem cuida do site os registros de acesso do servidor no horário da rajada. Eles guardam o endereço de cada visita e, com a marcação automática do Google Ads ligada, o identificador do clique (o gclid). Endereços repetidos em sequência, sem tempo na página, são um sinal; endereços diferentes de operadora de celular não provam nada.
Depois do roteiro, a tabela ajuda a ler o que apareceu:
| Sinal | O que costuma indicar | O que fazer |
|---|---|---|
| Rajada de cliques em poucos minutos, sempre no mesmo horário, sem contato | pode ser alguém clicando de propósito ou um robô | junte as datas e as horas e use o formulário do Google |
| Cliques de outras cidades ou de outros países | opção de local larga ou localização imprecisa | confira os locais e a opção de local da campanha |
| Cliques de buscas como "vaga de emprego", "curso" ou "como fazer" | busca de quem não é cliente | palavra negativa |
| Mesmo endereço clicando algumas vezes no mesmo dia | cliente comparando ou endereço compartilhado | nada, só por isso |
| Coluna "Cliques inválidos" subindo junto | o Google já está filtrando | confira os créditos antes de pedir análise |
Rajada de cliques sem contato, no mesmo horário e na mesma busca, é um sinal; clique espalhado, como os de sempre, não prova nada. E, mesmo com o sinal, provar que foi aquele concorrente é outra história: o Google Ads não mostra quem clicou.
Na campanha do Admaner, o anúncio aparece só para quem está nas cidades que você escolheu, na opção "Presença". Se o relatório do passo 3 mostrar muitos cliques de longe numa campanha assim, vale juntar os dados e pedir a análise.
Quando vale pedir uma investigação ao Google?
Quando os sinais sugerem algo que o filtro pode não ter pego. O próprio Google lista os casos em que vale pedir a análise: problemas com cliques inválidos, envio de formulários de baixa qualidade, cliques fora da região da campanha e aumento repentino de custo em pouco tempo. O pedido é feito pelo formulário de qualidade do clique, com a sua conta do Google Ads.
Para a análise andar, o Google pede que você junte antes:
- o número da conta do Google Ads, de 10 dígitos;
- as datas exatas da atividade suspeita (a investigação vale só para os últimos 60 dias);
- os nomes das campanhas e dos grupos de anúncios afetados;
- as palavras-chave que parecem atrair o tráfego estranho;
- os registros do servidor do site, com os endereços IP, os navegadores e aparelhos (o "user agent") e os identificadores de clique (gclid);
- uma explicação curta do porquê da suspeita, como um aumento de 300% nos cliques sem mais contatos ou cliques de fora da região.
Quando a análise termina, o Google avisa por e-mail. A página diz que isso costuma levar vários dias úteis.
Em fevereiro de 2026, num fórum de anunciantes no Reddit, o dono de uma agência de viagens que investe cerca de 7.500 euros por mês contou que via muitos cliques de países fora do público dele, de endereços diferentes com o mesmo comportamento, repetidos na mesma palavra cara, em horários estranhos e sem nenhuma conversão; desconfiava de um ex-sócio (r/googleads, fevereiro de 2026). As respostas mais úteis foram no sentido contrário ao da desconfiança: conferir se a campanha aparecia só para quem está no país atendido, e não também para quem mostrou interesse nele; descobrir por onde o tráfego ruim entrava, como os parceiros de pesquisa e as buscas largas; e confirmar se aqueles cliques tinham sido cobrados, porque muitos já são filtrados. Quem já tinha tentado a investigação disse que o Google pede provas, como os registros do servidor.
Vale um aviso: o pedido de análise não é feito no fórum. Em agosto de 2025, um anunciante pediu no fórum oficial do Google Ads, em português, que analisassem a conta dele e aplicassem os créditos devidos (Comunidade do Google Ads, agosto de 2025). No fórum, quem responde são voluntários sem acesso às contas, e o pedido ficou sem resposta. O caminho é o formulário.
O que é a exclusão de IP e por que ela resolve pouco?
É uma configuração do Google Ads que impede o anúncio de aparecer para endereços de internet (IP) que você informa. Ela existe e qualquer um pode usar (Excluir endereços IP):
- Limite: até 500 endereços por campanha. Um asterisco no lugar do último número bloqueia uma faixa de endereços.
- Onde: para uma campanha, em Configurações, Configurações avançadas, Exclusões de IP; para a conta inteira, no menu Administrador, em Configurações da conta, Exclusões de IP. A da conta vale para todas as campanhas.
- Formato: o Google pede que você inclua todas as versões do endereço, porque o mesmo aparelho pode ter um endereço no formato antigo e outro no novo.
O exemplo que o próprio Google dá para usar a exclusão é o escritório: a equipe que vive pesquisando a empresa gera visualizações e cliques sem interesse, e o endereço da rede da empresa pode ser excluído. Para o concorrente, a ferramenta esbarra em quatro problemas:
- Você não sabe o endereço dele. Os relatórios do Google Ads não mostram quem clicou. Em novembro de 2023, no fórum oficial em português, o dono de uma empresa que detecta vazamentos contou que teve quase 40 cliques numa sexta-feira e uma única ligação, e perguntou como descobrir quem fazia aquilo e como bloquear. A resposta do voluntário: não dá para descobrir o endereço de quem clicou, o Google já tem um mecanismo contra clique inválido, e o melhor é olhar os termos de pesquisa e transformar em palavra negativa o que não interessa (Comunidade do Google Ads, novembro de 2023).
- O endereço muda. Segundo o Google, a maioria das operadoras de celular e alguns provedores revezam os endereços entre os clientes: o endereço de alguém agora pode ter sido de outra pessoa pouco antes (Resources for advertisers, Ad Traffic Quality, em inglês). Concorrente no 4G troca de endereço sem fazer esforço.
- O endereço é dividido. Universidades, empresas e provedores que usam poucos endereços para muitos clientes fazem várias pessoas aparecerem com o mesmo endereço. Bloquear um deles pode tirar o anúncio de clientes de verdade.
- Região não se bloqueia por IP. Se o problema são cliques de outro lugar, o Google manda excluir o lugar nas configurações de local, e não endereços.
A exclusão de IP serve bem para o seu escritório e mal para o concorrente. Ela não é inútil, mas não é a primeira coisa a fazer. Na lista do próprio Google do que fazer contra tráfego indesejado, ela aparece por último, depois de ajustar a região, usar palavras negativas e trocar a correspondência ampla por tipos mais restritos.
Uma opinião minha, e eu assumo: o medo do concorrente sustenta um mercado de ferramentas que cobram mensalidade para bloquear endereços. Antes de pagar por uma, olhe duas coisas grátis: a coluna de cliques inválidos e o relatório de termos de pesquisa. A primeira mostra o que o Google já tirou da sua conta. A segunda mostra onde o dinheiro está indo de verdade.
Onde está o desperdício maior?
Na busca de quem não é cliente, e a conta mais abaixo mostra por quê. O anúncio aparece para buscas parecidas com as palavras-chave da campanha, e algumas delas são de gente que nunca vai comprar de você: quem procura vaga de emprego, curso, aluguel quando você só vende, ou "como vender meu imóvel sozinho". Cada um desses cliques custa o mesmo que o de um comprador. No mercado imobiliário, o guia de Google Ads para corretor de imóveis traz a lista de palavras negativas do ramo, como "vaga de corretor", curso e temporada.
A conta, com números de exemplo, para o corretor de Ribeirão Preto. Ele investe R$ 30 por dia, o que dá R$ 912 no mês (30 × 30,4), com clique a R$ 2,50, um dos exemplos do guia de quanto custa anunciar no Google. Compare dois vazamentos:
| Vazamento (exemplo) | Cliques no mês | Custo no mês |
|---|---|---|
| Concorrente clicando 3 vezes por semana, sem nenhum filtrado | cerca de 13 | cerca de R$ 33 |
| 1 em cada 4 cliques vindo de busca de quem não é cliente | cerca de 91 | cerca de R$ 228 |
| Campanha inteira | cerca de 365 | R$ 912 |
Mesmo supondo que o Google não filtre nenhum clique do concorrente, a busca errada custa perto de sete vezes mais. E ela não depende da maldade de ninguém: acontece todo dia, sozinha, enquanto ninguém olha.
O relatório de termos de pesquisa é o lugar onde o desperdício aparece com nome e sobrenome. No Google Ads, ele fica em Campanhas, Insights e relatórios, Termos de pesquisa, e mostra as buscas reais que trouxeram cliques (Sobre o Relatório de termos de pesquisa). Busca que não tem nada a ver com o seu negócio vira palavra negativa, e o anúncio deixa de aparecer para ela. Se os cliques chegam e os contatos não, há outros motivos para conferir no guia de quem anunciou e ninguém chamou.
No Admaner, essa limpeza começa no 2º dia no ar: ele lê as buscas que trouxeram cliques, bloqueia as de quem claramente não é cliente do seu negócio e mostra em Ações do Admaner o que bloqueou e por quê (como acompanhar a campanha). Busca que trouxe contato nunca é bloqueada. E ele não bloqueia IP de ninguém: o cuidado dele contra o desperdício está nas buscas e nas cidades da campanha.
Resumo
- O Google não cobra o clique que identifica como inválido, e o clique do concorrente feito para aumentar os seus custos entra nessa conta.
- O que o Google descobre depois de fechar a fatura volta como crédito ("Atividade inválida"), e não como reembolso em dinheiro.
- A coluna "Cliques inválidos" mostra o que foi filtrado; os créditos ficam em Faturamento, Resumo, Ajustes.
- Rajada de cliques sem contato, no mesmo horário e na mesma busca, é sinal; junte datas, buscas e registros do site e use o formulário de qualidade do clique, que cobre os últimos 60 dias.
- A exclusão de IP aceita até 500 endereços por campanha e serve bem para o seu escritório; contra concorrente, esbarra em endereços que mudam e são divididos.
- Antes de culpar o concorrente, olhe a busca de quem não é cliente: o relatório de termos de pesquisa mostra para onde o dinheiro vai, e a palavra negativa corta.
Dúvidas frequentes
O Google cobra o clique do concorrente?
Quando identifica, não. O Google considera inválido o clique feito para aumentar os seus custos, como o de um concorrente, e diz que filtra a maior parte desse tráfego na hora ou logo depois. O que ele só descobre depois de fechar a fatura volta como crédito na conta do Google Ads.
O que é clique inválido no Google Ads?
É o clique que não vem de interesse real: o de quem quer aumentar os seus custos, o de robôs e programas automáticos e o clique acidental, como o segundo clique de um clique duplo. O Google não cobra os cliques que identifica como inválidos.
O Google devolve o dinheiro dos cliques inválidos?
Não em dinheiro. O clique filtrado na hora nem chega a ser cobrado. O que o Google descobre depois do fechamento da fatura vira crédito, com o nome Atividade inválida, que aparece como valor negativo nas faturas seguintes.
Onde vejo os cliques inválidos da minha campanha?
Na página Campanhas do Google Ads: clique no ícone Colunas, pesquise Cliques inválidos e aplique. O número mostra os cliques que o Google filtrou e não cobrou. Os créditos aparecem em Faturamento, Resumo, no card do mês, em Ajustes.
Dá para descobrir quem clicou no meu anúncio?
Não pelos relatórios do Google Ads. O endereço de internet (IP) de quem visitou o site fica nos registros do servidor do site, mas um mesmo endereço pode ser de várias pessoas, porque operadoras de celular e provedores trocam os endereços entre os clientes.
Vale a pena bloquear IP no Google Ads?
Para tirar o anúncio da rede do seu próprio escritório, sim. Para bloquear concorrente, quase nunca: quem usa internet do celular troca de endereço com frequência, e bloquear um endereço compartilhado pode tirar o anúncio de clientes de verdade. O limite é de 500 endereços por campanha.
Quando vale pedir uma investigação ao Google?
Quando aparecem sinais que o filtro automático pode não ter pego: pico de cliques sem nenhum contato, cliques de fora da região da campanha, formulários de baixa qualidade ou um custo que dispara de repente. A análise cobre os últimos 60 dias, é pedida pelo formulário de qualidade do clique e costuma levar vários dias úteis.
Muitos cliques do mesmo IP significam fraude?
Não necessariamente. Segundo o Google, a pessoa pode voltar ao anúncio para comparar preços, e várias pessoas podem dividir o mesmo endereço, como numa universidade ou numa operadora que reveza poucos endereços entre muitos clientes.
O concorrente pode me prejudicar só pesquisando o meu anúncio, sem clicar?
O Google lista como tráfego inválido as visualizações feitas para baixar a taxa de cliques de um anunciante. Se você desconfia disso, anote as datas e as buscas e use o formulário de qualidade do clique.
O que gasta mais em campanha pequena: concorrente ou busca errada?
Depende da campanha, mas a busca errada é a primeira a conferir: segundo o Google, na maioria dos casos um pico de cliques tem outra causa que não o tráfego inválido, e palavra-chave genérica é uma delas. O relatório de termos de pesquisa mostra essas buscas, e a palavra negativa impede o anúncio de aparecer para elas.